Clarissa Brittes lança foto-exposição da performance (Re)visitando Pancha em noite de kirtans no Vem Voar Studio no dia 17/1

//Clarissa Brittes lança foto-exposição da performance (Re)visitando Pancha em noite de kirtans no Vem Voar Studio no dia 17/1

Clarissa Brittes lança foto-exposição da performance (Re)visitando Pancha em noite de kirtans no Vem Voar Studio no dia 17/1

 

Performance  Prithvi (Terra) – (Re)visitando Pancha 2019 / Assentamento Jalo Eldorado do Sul

No dia 17/1, às 17:30 será realizado um encontro de Kirtans no Vem Voar Studio, celebrando a abertura de exposição de (Re)visitando Pancha. O projeto de foto-exposição foi clicado por Jaque Moon, filmado pela Selo Verde, figurinado por Jaque Lucas e idealizado e executado por Clarissa Brittes, performer, art-educadora e idealizadora do Vem Voar Studio.

Pancha significa cinco em sânscrito, e faz referência aos cinco elemantais (mahabhutas) que compõem a natureza, segundo o ayurveda – conhecimento hindu que se traduz por “ciência da vida”. Terra, Água, Fogo, Ar e Éter inspiram a movimentação dos chakras a partir de posturas, de relação com os sentidos e de diversas outras correlações que são abordadas pela autora, desde Pancha – instalações somáticas, uma série de performances realizada em torno do Mercado Público de Porto Alegre em 2018.

Performance Agni (Fogo)/ Pancha instalações somáticas – 2018 / Mercado Público Porto Alegre

Ao (re)visitar o trabalho, a performer chama atenção para questões que envolvem os elementais na relação com fatos recentes e lutas importantes que constituem a realidade brasileira e local. O trabalho foi realizado em Porto Alegre, Charqueadas e Eldorado do Sul, abordando temas ambientais, sociais e de gênero.

Performance Vayu (Ar) – (Re) visitando Pancha – 2019 – zona de desmatamento Charqueadas

Terra ou Prithvi representa nossa estabilidade, autonomia e as fases iniciais da vida. Está ligada ao cheiro, ao chakra base chamado muladhara chakra. Estimular essa energia é para quem é ativo ou aéreo demais e precisa estabilizar-se e/ou centrar-se. As posturas de equilíbrio e sentadas fazem esse trabalho, assim como utilizar a relação com o olfato.

Água ou Jala está relacionada às emoções profundas, à fase em que iniciamos nossa relação com o mundo, à primeira infância. Olhando para suas características podemos pensar: ela muda de estado, mas não tão facilmente, toma um tempo para a mudança. É fluída, influenciada pela lua e por outros planetas na ação das gravidades atômicas. Mexer nesse lugar do chakra sexual, reprodutivo svadhistana tem um poder transformador. As posturas de abertura de quadril onde todxs recebemos a maior quantidade de água (não à toa chamamos a estrutura sacro-ilíaca de bacia) e o paladar movimentam nossa lembranças mais profundas e inconscientes, consistindo numa importante cura.

Fogo ou Agni é nosso poder de ação, nos dá foco, transforma o estado de todas as coisas. Nossa adolescência, nossa inquietação aquilo que nos move pra frente é o nosso fogo. Está relacionado à visão, que nos leva ao ímpeto de querer alcançar as coisas. Em excesso, o fogo é perigoso, desgaste a si e a tudo em sua em sua volta. Assim, muitas vezes posturas que o contém são mais interessantes que as que o estimulam. Relacionado ao chakra central, contem-se em postura de estabilização e estimula-se em torções.

O ar se faz visível através daquilo em que ele toca: expande o tórax, enche balões, balança, faz voar tecidos, pássaros, aviões. Preenche o espaço sem que possamos ver. Entretanto, podemos senti-lo e, assim, está ligado ao tato. É instável, volátil e inicia o processo de elevação da energia e do pensamento, fazendo a transição entre o físico e o etéreo. Assim, nos convida ao amor universal…e não sentimos tudo isso no peito? É o anahat chakra.

O éter…difícil de explicar, ne? Ele tem a ver com o espaço, o vazio em que se diluem os demais elementais. Relacionado aos três últimos chakras nos fala da ressonância que nos permite a comunicação dos sons e da fala, da intuição e visualização e da transcendência espiritual. É preciso esvaziar pra dar lugar à evolução.

Na noite de abertura, vamos entender como foram celebrados os elementais  em Pancha – instalações somáticas e como se dá essa (re) visita com a exposição de fotos e auxílio dos kirtans. Kirtans são cantos devocionais coletivos através dos quais se experimentam estímulos energéticos por conta dos mantras, ritmo, palmas, melodia e repetição. A seleção dos cantos será direcionada a celebrar deidades e orixás que referenciam os elementos (pancha mahabhutas).

O projeto reabre oficialmente as portas do studio, que contará com diversos cursos de formação e com parcerias para a realização de eventos que entrelaçam arte, atenção plena, consciência corporal e auto-cuidado, integrando a pesquisa somático-terapêutica a propostas artísticas. A exposição estará no local até 31/3.

 

Evento gratuito

 

Equipe:

 

Criação, direção e performance: Clarissa Brittes

Foto: Jaque Moura

Figurinos: Jaque Lucas

Vídeos: Selo Verde

Músico: Tupã Ipê

 

 

Segue abaixo, agenda 1o trimestre 2020 do Vem Voar Studio

 

25/1 – das 9h às 12h – 3o Workshop de Acroyoga

26/2 a 1/3 – 11o Formação em Aerial Yoga Vem Voar

7/3 – Workshop Acroyoga – posturas lunares

14/3 – Workshop Invertidas c/ Clarissa Brittes

 

Março a Novembro (21/3 a 15/11) – Curso de Formação em Yoga Contemporâneo

 

Sobre Clarissa Brittes:

A performer, professora e idealizadora do Vem Voar Studio, Clarissa Brittes, é graduada e especializada em dança respectivamente pela UFRGS e PUCRS. Estuda a anatomia sutil a partir de uma pesquisa somático-performativa, buscando introduzir conceitos de experiência sensível tanto em seus processos de docência quanto na concepção de sua arte, que prima pela proposição de horizontalidade entre público e artista. Integrou o grupo de pesquisa PPPD – Pesquisando a Prática como Pesquisa em Dança e o projeto de extensão DESC – Dança Educação Somática e Criação, coordenados por Cibele Sastre; o projeto Mímese Cia de Dança Coisa, coordenado por Luciana Paludo; o Coletivo Möebius, dirigido por Douglas Jung; e o Grupo Experimental de Dança de Porto Alegre, coordenado por Aírton Tomazonni. Fundou e integrou o coletivo Bloco da Laje onde esteve por quatro anos como brincante, produtora e porta-estandarte. Integrou ainda o grupo Las Brotoejas de Dança Tribal Clownesca. Estudou clown com Melissa Dornelles, teatro com Teatro Sarcáustico, e formou-se em diversas técnicas de yoga, aerial yoga, acro yoga e em acrobacia chinesa.

 

Sobre Pancha

Pancha significa cinco em sânscrito, e faz referência aos cinco elemantais (mahabhutas) que compõem a natureza, segundo o ayurveda – conhecimento hindu que se traduz por “ciência da vida”. Terra, Água, Fogo, Ar e Éter inspiram a movimentação dos chakras a partir de posturas, de relação com os sentidos e de diversas outras correlações que são abordadas pela autora, desde Pancha – instalações somáticas, uma série de performances realizada em torno do Mercado Público de Porto Alegre em 2018.

Ao (re)visitar o trabalho, a performer, cujo trabalho entrelaça arte e yoga, chama atenção para questões que envolvem os elementais na relação com fatos recentes e lutas importantes que constituem a realidade brasileira e local. O trabalho foi realizado em Porto Alegre, Charqueadas e Eldorado do Sul, abordando temas ambientais, sociais e de gênero.

 

 

Contato:

Clarissa Brittes 51 981467899

vemvoar.contato@gmail.com

insta: @clarissa_brittes e @vemvoarstudio

www.vemvoarstudio.com.br

 

 

 

 

Autor(a):

Deixe um comentário

WhatsApp chat