O Yoga como Prática Corporal

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O Yoga como prática corporal parece ser mais conhecido do que como ele era originalmente. Comentei por aqui sobre a etimologia da palavra e como ela aparecia nos livros clássicos (links no final do artigo). Mas existe algo na prática que a gente reconhece quando vê. Você saberia descrever?

Asanas: as figuras estáticas do Yoga

Os asanas podem ser traduzidos como as figuras estáticas do Yoga, ou posturas. Existem várias histórias pra contar de onde elas surgiram. Uma mitologia clássica é que a Dança de Shiva  – o Deus destruidor da trindade – inspirou a existência das posturas.

Em outras literaturas, a observância dos animais as originou como forma de observar a natureza para auxiliar na manutenção da saúde.

A primeira menção em livros clássicos foi no livro Hatha Yoga Pradipka. Os asanas eram desenhos bem diferentes dos que conhecemos como clássico hoje e serviam para auxiliar na meditação.

Segundo Iyengar, é pra isso que servem as posturas: para que o corpo esteja em condições de permanecer sentado em lótus por um tempo longo tal como requer o estado de meditação.

Vinyasas: asanas em movimento

Podemos também observar que as entradas e saídas dessas posturas são combinadas com a respiração. A palavra vinyasa designa as formas controladas com que a gente se coloca nessas formas.

Através desse foco no corpo, acabamos nos mantendo atentos e presentes e, assim, trabalhando outras questões que também compõem a prática.

Yoga é Acrobacia?

A experiência nessas práticas corporais e insistências em torná-las cada vez mais desafiadoras foi nos trazendo esses novos parâmetros de movimento. Nem menos nem mais evoluídos por isso. O que importa é estarmos conscientes de nossas capacidades.

Às vezes podemos mais do que achamos que podemos, às vezes passamos dos nossos limites e outras vezes tudo pode ser mais simples do que parece. Assim, é interessante observarmos que relações a prática tem com nosso comportamento.

Atravessamentos na prática do Yoga

Costumo trazer para prática tudo o que pode me ajudar a compreender ao meu corpo-mente na sua relação com as energias e com a minha ancestralidade. Tudo que me faz acessar essas camadas pra mim é Yoga.

Se algo é ou não é Yoga, costumo dizer que é uma resposta que cada um pode fazer sua própria avaliação. E nem mesmo é preciso formatar uma resposta fechada, já que verdades não são únicas e já que a gente muda muito também. Afinal, nossas ideias e a forma como nos colocamos no mundo acompanham as nossas transformações.

O ensino do Yoga

Se quando falamos em aprimorar a prática, tudo o que nos auxilia é bem vindo, imagina então quando vamos compartilhar conhecimento. As pessoas são muito diferentes, e que bom! A diferença é o ponto de partida para a igualdade.

Por isso, incentivo que quem pensa em ser instrutor domine uma variedade de ferramentas. Precisamos estar preparadxs para todos os corpos, idades e formas de cognição. Mais do que isso: é importante identificar o que o praticante que você conduz está precisando para se equilibrar.

Como identificar o que o outro precisa

O Yoga como Prática Corporal pode ser muitas coisas. O mais importante é fornecer ferramentas para que o praticante que você orienta se reconheça e saiba identificar o que é importante pra ele no processo de escolha. São muitas as vertentes de Yoga, as dinâmicas das modalidades, as formas de adaptar as posturas tornando-as mais desafiadoras ou mais confortáveis. Quanto mais técnicas tivermos à nossa disposição, melhor.

 

Texto por: Clarissa Brittes – Pesquisadora, arte-educadora e performer-yoguini

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