O que trabalhamos em Yoga Kids?

//O que trabalhamos em Yoga Kids?

O que trabalhamos em Yoga Kids?

O que trabalhamos em Yoga Kids? Muitos professores e pais se perguntam a respeito do que trabalhamos em Yoga Kids em nossas video aulas. Existe todo um universo que pode ser criado com as crianças, e as respostas são muito ricas.

Vale lembrar, pois, que cada dinâmica, por mais simples que pareça, carrega muitos significados, valores e, ainda, parâmetros de movimento necessários ao desenvolvimento motor.

Se fôssemos tratar de todos trabalho que desenvolvemos, esse texto seria um livro. Por isso, aconselho que acessem um outro texto aqui no Blog Yoga Grátis para terem uma noção mais ampla.

Parâmetros do Bebê Feliz

Vou tratar aqui de nossa 1a aula, referente à postura Bebê Feliz, como um exemplo. Em torno dessa temática, podemos pensar no objetivo físico final das posturas, na espacialidade e coordenação motora e nos valores éticos tratados ao longo da sequência.

Fisicalidade

Em relação à parte física, podemos considerar tanto questões da anatomia tradicional ocidental quanto da anatomia sutil oriental. Enquanto uma refere-se a  reconhecimento de estruturas, os grupos articulares e musculares, a outra aborda a manipulação energética do corpo em diferentes camadas.

Para questões aliadas ao exercício físico, tratamos nessa postura do alongamento de pernas, glúteos e quadril. Além disso, é possível criar a percepção de pra onde o fêmur se movimento em relação ao quadril, onde tem espaço, ou como a perna se articula com a pélvis.

Existe, ainda, um trabalho com o centro de força, quando trabalhamos a sustenção do peso das pernas. Como consequência é possível reconhecer o quanto elas pesam e quais compensações são necessárias para movimentações que envolvem esse parâmetro.

Anatomia Sutil

Ao mesmo tempo, é interessante saber que, segundo estudos de observação que referem a anatomia védica, trabalhar essa região estimula o centro energético do 2º chakra, o Svadistana. Essa parte do corpo refere à 2a fase de vida, estimulando a alegria, o reconhecimento e acolhimento de emoções profundas e os órgãos reprodutores e de eliminação.

Em relação à espacialidade e coordenação, podemos trazer o foco para os diferentes posicionamentos que a dinâmica ensina até a completarmos. São diferentes formas de posicionar pernas, e mesmo de posicioná-las em relação ao tronco. Podemos observar também diferentes abordagens de movimento e de equilíbrio sobre os ísquios.

Neuroplasticidade

Todas essas combinações trazem uma amplitude de repertório à criança. Considerando que nessa fase a neuroplasticidade é focada na multiplicação de grupos celulares, quanto mais diversidade de trabalho tivermos, melhor.

Explicando um pouco melhor: os grupos celulares que não são estimulados são eliminados até os 7 anos. Aqueles que receberam algum estímulo permanecem e seguem se multiplicando e se especializando.

Com isso, podemos entender que o yoga na educação infantil não tem foco na execução e, sim na motivação e exploração do corpo. Não buscamos, pois, uma perfeição em relação às posturas em si. O importante é proporcionar a experiência de uma forma lúdica para que a gente conquiste o engajamento.

Podemos, assim, realizar diferentes explorações através dessas motivações.  Fazendo com que todos se sintam contemplados e respeitados nas suas individualidades.

Trabalhando Questões da Criança e Valores Éticos

Retomando a questão mais psicológica e ética nesse trabalho, podemos pensar nessa fase do “ser bebê”. Se por uma lado é possível trabalhar as boas lembranças dessa fase de cuidado “total” também é uma oportunidade pra incentivarmos o desapego do “ser bebê”.

Lembro que nessa fase existem passos importantes sendo dados, tais como: deixar a fralda, ter autonomia para alimentar-se, deixar bico ou mamadeira, etc.

Existe, ainda, a questão em relação aos colegas, a outros bebês próximos ou mesmo irmãos. Dessa forma, é possível abordar a questão do cuidado, do carinho e do respeito ao longo da condução das dinâmicas.

Tive resultados muitos interessantes com alunos que estavam com novos irmãos em casa e pude acompanhar um desenvolvimento saudável nesse sentido, além de um espaço para a criança compartilhar sua experiência e poder ter espaço pra falar de seus sentimentos.

A Aula

Podemos observar o início da aula como um aquecimento articular e alongamento, inserindo nas falas questões de cuidado com o próximo entrelaçados ao auto-cuidado com as partes do corpo.

Estimulamos, logo em seguida, o centro de força, a expressividade e a motricidade fina dando oi para pé, quando o “bebê”acorda.

Trabalhamos, ainda, lateralidade e contralateralidade nos momentos que seguem – tanto no balanço sentados quanto deitado.

Sobre os ísquios, é possível ampliar repertório de movimento e exercer concentração e equilíbrio para sustentar a posição.

Nessa mesma posição, estamos ativando centro de força e estimulando energias, órgãos e glândulas.

As auto massagens proporcionadas pelos balanços também proporcionam estímulos miofaciais.

No final, completando a postura, trazemos um momentos de relaxamento e entrega.

Conclusão

Afinal, O que trabalhamos em Yoga Kids? Percebemos, assim, que uma sequência simples trabalha uma série de questões corporais e emocionais da criança. Esse texto possivelmente irá ajudar a aguçar tais percepções e a abrir caminhos de possibilidades no desenvolvimento de estímulos relacionados a proposições ao longo de trabalho com  educação infantil.

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Texto por Clarissa Brittes

 

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